quarta-feira, 30 de maio de 2012

Solepa saka



Solepa saka

Anamalepa wala alipa olepa,
Khalempe silempyaka.

Solepa saka
Khayilempwe.

Walaa salempwe,
Khayilepaxiwe.

                                          Petrescu 15/06/10

O tempo



O tempo
I
Quis o tempo que eu fosse eu e não outro
Não  para qualquer um  escolher o tempo
Ou para decidir em que tempo devia nascer
Mas sim o tempo assim o decidiu e eu nasci

II
Com o tempo, eu e outros fomos  crescendo
Brincando em brincadeiras do nosso tempo
Tantas foram as dificuldades que tivemos  no nosso tempo
Mas sem dar em conta  o tempo foi passando

III
De entre várias coisas na vida do meu tempo
Me dei tempo de ir a escola e estudar
Assim que o tempo foi cada dia ficando para traz
E consegui atravessar as barreiras de escola `a tempo

IV
Deu tempo suficiente para eu aprender pouco da vida
Pois não se aprende tudo num tempo único
Mas ainda há tempo para eu aprender ainda mais
Não coisas daquele, mas deste tempo.

Petrescu, 30/05/12

quarta-feira, 28 de março de 2012

Wunla w'amama.


Wunla w'amama.

Amwanakha!
Mukivahe makhura.

Mwanaka, okiruhela
Ikhala ni maakha

Amwannaka, aruwerya makhaka
Ni miyo kokhalana makhalako.

                                         Petrescu 15/06/10

O motivo de viver


O motivo de viver

Ela – sinto gosto de ver-te, se me vês
       - sinto vontade de beijar-te se me aceitas
Ele- eu também sinto gosto, se te vejo
     - faz tempo que esperava por ti, porque te amava
Ela- há algo em ti que me emociona
Ele- igualmente se passa comigo
Ela – não sei explicar porem bem
Ele- deve ser amor
Ela- como faço para saber
Ele- entrega-te e veras
Ela- sinto vontade de te amar se me amas
Ele- sinto gana de adora-te se me adoras
Ela- eu me sinto complexada, tu es minha vida
Ele- eu me sinto satisfeito porque te tenho
Ela- se para sempre for como agora
Ele- pois assim o será meu amor
Ela- então não nos preocupemos mais
Ele- vamos, basta e o fim da perturbação
Ela e Ele – nos gostamo-nos
                - nos namoramos
               - e assim encontramos o motivo de viver

Por Petrescu

Please help me


Please help me


When I was child
I played with other children and I was happy
My parents fought for life and made me grow up
Even if they didn`t have conditions for that


When I grew up and felt mature
I didn`t take care my self
I used to experiment all things in front of me
Then, I was introduced to experiment sexual life


I had many and different sexual partners
I changed them when I needed
Many times, I took then to bed
I was happy and felt out at that moment


One day, I sat down and thought seriously
I thought!
What`s the future that I am preparing for my self?
How many years I will be doing these things?
What am preparing for my family?


I decided to do HIV test, unfortunately it was positive
At that time I felt as if I were dead
I imagined that I coudn`t have a life with HIV in my body
I imagined my body in coffin


Later on thought twice about that
I decided to take care of my life
I thought!
 I am not the only person in this situation after all
So I accepted to live positively with HIV


Please, don`t discrimine me
Please, help me to live positively
Please, help other people living with HIV
Please give me your hand
Please, do a test

By: António Pedro “ Petrescu”
15th August 2008

O pecado de ser chamado jovem


O pecado de ser chamado jovem

Eu sou mais um que as pessoas chamam de sei la quem
Nascido, que cresce e que morrerá nesta ou noutra amada pátria
Pretendo expressar  o meu sentimento aos querem me ouvir
Que ate me sinto mais um herói nesta vida impetuosa e sem pontaria

Para defender a pátria, sou sempre a força primeira
Chamado para um dever meu, O patriótico
Mas ao regressar a sociedade sou sempre outro
Sem espaço ou abrigo,  colo ou amizade para partilhar o mesmo ideal

Luto para que eu ou irmãos meus aprendam neste Moçambique
Partilhando o pouco ou muito ABC que com sacrifício aprendi
Pego em canhamaços para ensinar ou aprender em lugares longínquos
Aos que a oportunidade faltou, lá estou eu sempre para ajudar

Vezes sem conta e a procura de sustento sou  injustamente negligenciado
Por um  irmão meu afecto a um posto público
Tal  irmão que  vezes sem conta tira o pouco de mim
E me deixa cada vez mais mergulhado na injustiça da vida

Luto a cada dia sem parar para que em mim a vida melhore
Mas a pobreza me persegue a cada canto
Mesmo me unindo aos outros para ganhar a vida
O pão tem cada vez mais quem sempre teve e tem

Alegro gente com o meu corpo ainda jovem
Vezes há em que a nação se orgulha dos meus feitos 
Quando corro ou pego na bola ao cesto, a mão ou ao pé
Ou ainda movendo o corpo ao som  rítmico do batuque ou guitarra
Porém no final acabo caindo na desgraça da vida

Eu nunca fui, hoje sou mas deixarei de ser
Agora, me digam
De onde venho?
Onde estou?
Para onde vou?
Como faço para lá chegar?
Me ajudem!
SOU APENAS UM JOVEM

Petrescu

Aprender a sofrer


Aprender a sofrer
I
Coisas vividas de amor
Que so o próprio amor pode saber
Quando resolve com ou sem clamor
Ao sentir que consegue ou não conceber

II
Sinto dentro de mim uma imensa dor
Por não poder mais viver aquelas fantasias
Que eu me deliciava com tanto ardor
Amando e sendo feliz como os da velha Ásia

III
Agora. Agora vivo sentindo falta de amor
Desejo ser feliz e não me envolver em rancor
Pois de amor sinto muita dor

IV
Hoje. De viva voz digo que aprendi a sofrer
Como se algo querido por mim fosse
Pois sem querer o sofrimento me tomou de posse

Por. petrescu