terça-feira, 19 de março de 2013

Pensar



Pensar

Ninguém pode pensar isoladamente.
Se eu tentasse apenas pensar com espírito
Sem tomar em conta o corpo todo, complicava-me.
A genuína vida consciente
Constrói-se como uma pirâmide.
Antes do corpo e da alma de uma pessoa amada,
Deve-se tomar posse do seu pensar e do seu sentir.
De qualquer maneira mística
As almas e os corpos de todas pessoas
Deviam unir-se como que arrastados.
Por um vento forte ou algo deste teor.

Petrescu, Novembro de 2011.

Sou bulha incómoda



Sou bulha incómoda

Sou que nem um ratinho.
Não posso ser perigoso,
Porque não há nada pequeno do que eu.
Não posso ter ferosidade,
Porque isso classificariam de bulha incómoda.
Não posso ser humilde,
Porque estou demasiadamente junto do chão
Para me baixar ainda mais.
Não posso ser soberbo,
Porque estou sempre oculto na sombra.
Não posso ir ao Céu,
Porque os Homens já decidiram
Que não tenho alma imortal.
De qualquer maneira, de tudo quanto posso ser é corajoso
Mas ainda assim, hão-de confundir isso
Como bulha incómoda.

Petrescu , Novembro de 2011.

Eu



Eu

Eu, 
Nem sempre me encontro assim
E no mesmo estado em que estou agora.
Quando tal sentimento me alcança,
Há em mim uma rectidão.
Uma simplicidade tão grande
Que até chego a amar-me.
E digo a mim mesmo em tais momentos,
As mais ternas palavras.

Petrescu, Novembro de 2011

Sou embondeiro



I
Sou que nem um embondeiro
Que cresce ao lado de um muro
Ergo-me cada vez mais para cima
Tenho o tronco coberto de cicatrizes
Ele é velho mas ainda me  ergue
E eu me erguerei trepando até ao alto do muro

II
É meu desejo deixar cair
Pétalas e frutos sobre o muro
Os meus ramos estendem-se até ao Céu
A seiva nova sobe-me da terra
Um terra escura que está debaixo do muro.

III
Os meus frutos não são os meus
Antes de me caírem dos meus ramos
Nos braços dos Homens por cima do muro

Petrescu, Novembro de 2011

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Solepa saka



Solepa saka

Anamalepa wala alipa olepa,
Khalempe silempyaka.

Solepa saka
Khayilempwe.

Walaa salempwe,
Khayilepaxiwe.

                                          Petrescu 15/06/10

O tempo



O tempo
I
Quis o tempo que eu fosse eu e não outro
Não  para qualquer um  escolher o tempo
Ou para decidir em que tempo devia nascer
Mas sim o tempo assim o decidiu e eu nasci

II
Com o tempo, eu e outros fomos  crescendo
Brincando em brincadeiras do nosso tempo
Tantas foram as dificuldades que tivemos  no nosso tempo
Mas sem dar em conta  o tempo foi passando

III
De entre várias coisas na vida do meu tempo
Me dei tempo de ir a escola e estudar
Assim que o tempo foi cada dia ficando para traz
E consegui atravessar as barreiras de escola `a tempo

IV
Deu tempo suficiente para eu aprender pouco da vida
Pois não se aprende tudo num tempo único
Mas ainda há tempo para eu aprender ainda mais
Não coisas daquele, mas deste tempo.

Petrescu, 30/05/12

quarta-feira, 28 de março de 2012

Wunla w'amama.


Wunla w'amama.

Amwanakha!
Mukivahe makhura.

Mwanaka, okiruhela
Ikhala ni maakha

Amwannaka, aruwerya makhaka
Ni miyo kokhalana makhalako.

                                         Petrescu 15/06/10