I
Sou que nem um embondeiro
Que cresce ao lado de um muro
Ergo-me cada vez mais para cima
Tenho o tronco coberto de cicatrizes
Ele é velho mas ainda me ergue
E eu me erguerei trepando até ao alto do muro
II
É meu desejo deixar cair
Pétalas e frutos sobre o muro
Os meus ramos estendem-se até ao Céu
A seiva nova sobe-me da terra
Um terra escura que está debaixo do muro.
III
Os meus frutos não são os meus
Antes de me caírem dos meus ramos
Nos braços dos Homens por cima do muro
Petrescu, Novembro de 2011
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