I
Já houve um Pedro Pedreiro
Que esperou a vida inteira
Que o sol nascesse nos bolsos
E fosse grão sobre a eira
II
Já houve um Pedro tão louco
Que leva a vida a rir
Das coisas serias da vida
Como chegar ou partir
III
E houve Pedro, o Justiceiro
Que por amores a Marines
Esquecera-se que perdoar ao outro
E amá-lo três vezes três
IV
Em tempo de guerra houve Pedro Menino
De olhos tristes como o mar
Que trazem um sol a nascer
Na vida por começar
V
Ontem, houve ainda outro Pedro
Que sentado num canto sozinho
Fez um texto a Pedro que todos ouvem
E alguns o chamam coitadinho
VI
Um dia, há-de ser Pedro manha
Pedro amor, Pedro verdade
Pedro pão, Pedro sol
Em terras onde haja paz e liberdade
Por. Petrescu
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